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O mistério do Fusca Branco de Abbey Road

POR 21.2.17
 


Não existe fã dos Beatles que não saiba das inúmeras histórias e lendas que envolvem a capa do álbum Abbey Road.

Se musicalmente Abbey Road revela-se um dos discos mais importantes da história, sua capa também se tornou uma das imagens mais icônicas da história da cultura pop. Com o nome do álbum homenageando a rua e ao estúdio de Londres, o grupo resolveu ser clicado andando sobre a faixa de pedestres, tornando o local um ponto turístico para os beatlemanícos.

Na época da “conspiração” da morte de Paul McCartney, a capa tornou-se a principal “prova” de que o boato era verdade, e o fusquinha uma das peças fundamentais na montagem desse quebra-cabeças.


O fusquinha branco modelo 68 com a placa LMW 28IF, depois dos Beatles é o elemento que mais chama atenção na composição da foto. Segundo a conspiração, LMW significaria: “Linda McCartney Widow” – viúva - Outra interpretação possível seria “Linda McCartney weeps” (“Linda McCartney – com quem Paul havia acabado de se casar – chora”). E o 28IF – que McCartney estaria com 28 anos “se” estivesse vivo.

 

A única verdade nisso tudo é que o fusca tornou-se ainda mais popular em todo o mundo depois de aparecer na capa do último disco dos Beatles.

Depois que Abbey Road foi lançado, a placa do fusquinha foi roubada várias vezes. Muitos afirmam que o carrinho pertencia a um jovem casal sueco que morava bem próximo ao estúdio. No dia da foto – 8 de agosto de 1969 – os assistentes do fotógrafo Ian Macmillan ainda tentaram tirar o fusquinha do cenário, mas seus donos estavam de férias e ele continuou lá, firme e forte!

O inocente Volkswagen entrou assim para a lenda dos Beatles, e foi adquirido em um leilão no ano de 1986 por um colecionador americano por US$ 23 mil, o que era um tanto caro para um fusquinha com então 18 anos. Em 1998, ele foi novamente vendido em leilão, e foi parar no ZeitHaus Museum, situado perto da fábrica da Volkswagen em Wolfsburg.

 

Já Paul McCartney sempre reagiu de forma fleumática às teorias que o dão como morto. Em 1993, ele deu o nome de “Paul is Live” para um de seus álbuns, e apareceu na célebre faixa de pedestres de Abbey Road em companhia de seu cachorro. Na capa, o Fusca branco permanece estacionado no mesmo lugar, mas sua placa mudou: 51 IS, a idade de um músico vivinho da Silva.



Concessionária fantasma da Volkswagen Fechada há anos reúne preciosidades da marca alemã.

POR 16.2.17

A decoração antiga e quatro clássicos que nunca rodaram são evidências de que o calendário congelou nessa loja.

Pense nos carros da época, nos móveis, nas peças que eram vendidas. Imaginou? Pois é exatamente assim na Comercial Gaúcha, na cidade de Estrela (RS). A concessionária está fechada há mais de 10 anos, mas mantém toda a estrutura – móveis, computadores e os carros que eram vendidos na época.


Otmar Walter Essig, o dono da Comercial Gaúcha, mantém todos os dias o ritual de ir até a loja e deixar tudo impecável, mesmo sem a intenção de receber clientes. Na parte da frente do local, estão expostos Santana, Quantum e Fuscas das décadas de 1980 e 1990. Na parte do escritório, todo o mobiliário, computadores e impressoras da época na qual a concessionária foi fechada.



Em 2001, Otmar foi chamado pela Volkswagen para apresentação de novas metas para as vendas de seus veículos. O objetivo era vender 60 carros, mas a Comercial Gaúcha só vendia cerca de 25 por mês. Com este novo cenário, a loja foi fechada e os funcionários demitidos. A situação causou desentendimento entre Otmar e seus filhos, que eram sócios nas empresas. Anos depois, ele perdeu a esposa.

O Fusca última série marcou o fim da produção do modelo no Brasil em 1986. O de Essig é o número 685 de 850 unidades. “Não tinha como vender, só recebi um e mantive 0 km”, explica Otmar, que diz ter recusado uma oferta de R$ 200 mil. Ao lado do Fusca, está uma perua Quantum 1996, versão Exclusive, igualmente zero, com plástico nos bancos. Essig não assume ser fã da marca, mas não poupa elogios ao Fusca. “Era o auto mais vendido da loja, barato e satisfazia todo mundo”. Estranhou a palavra auto? Nós também, mas é comum em Estrela, cidade gaúcha colonizada por alemães a 116 km de Porto Alegre. As semelhanças com o país europeu vão além. A educação no trânsito encanta quem vem da cidade grande, a ponto de o motorista parar em qualquer circunstância, com o pisca ligado, até que o pedestre atravesse. A letra V tem som de F, como na Alemanha, e Volkswagen é pronunciada “fouquisvaguen”. 



O pátio da oficina é um verdadeiro museu da Volkswagen. Ali ficam estacionados os carros de uso de Essig. As ferramentas utilizadas pelos mecânicos, o relógio de ponto com o cartão dos últimos funcionários e até mesmo os panos sujos de graxa, tudo está ali. O último funcionário da concessionária, o chefe da oficina Dirson Schneider, lembra até hoje do último dia de trabalho. “Essig nos reuniu e disse que seria impossível conseguir as metas. Ele era perfeccionista e como chefe, não havia melhor.” Outro ex-funcionário, o mecânico João Schneider, primo de Dirson, também lembra com saudade: “Passo em frente e vejo aquilo como minha faculdade; tudo que sei, aprendi lá”. Ainda há no prédio peças de estamparia penduradas no segundo andar, e também uma Kombi 1996 que era usada pela oficina, além dos carros de uso de Essig. Quatro modelos da VW, um para cada semana do mês. Em nossa visita, era a vez do Santana GLSi 1993. Repousavam no pátio o Fusca 1986 branco e o seu xodó, um SP2 prata 1971. Tem ainda em casa um Gol Star 1996 que pertencia a Susi. “Só recebi um deste e dei de presente à minha pequena.”




Apesar do desfecho triste da história, o dono da concessionária transformou seu amor pelos carros em uma atividade diária. Às vezes vende uma peça do seu acervo, mas o comércio não é uma prioridade. Mesmo com um dono avesso a entrevistas, a loja atrai curiosos, jornalistas e claro, apaixonados por carros.


Veja o vídeo abaixo produzido pela Bufalos TV



A história do Fusca usado na Antártida que venceu rali no deserto

POR 17.1.17

Por anos o principal veículo da base da Austrália na Antártida foi um Fusca vermelho.

Por não usar água para refrigerar o motor, o Volkswagen Fusca poderia ir a qualquer lugar do mundo sem medo de ferver ou congelar. Prova disso é que ele fez história até mesmo na congelante Antártida, dando apoio a cientistas australianos.

O engenheiro Roy McMahon tinha 28 anos em 1962, quando foi escalado para liderar uma expedição australiana na base de Mawson, na Antártida. Para cortar custos, foi atrás da filial da Volkswagen no país e lhes pediu um Fusca.

 

A empresa percebeu que poderia fazer publicidade com isso e não só deu o carro para uso pela expedição, como também entregou 300 metros de película para que registrassem as aventuras do besouro no continente gelado e conjuntos de peças de reposição. 

Não seria a primeira vez que um carro colocaria suas rodas na Antártida. Houve duas tentativas no início do século XX, com um Arrol-Johnston 1907 que mal conseguia sair do lugar e um Austin 7 ano 1927. O problema é que ambos eram inúteis: não resistiam ao frio e quebravam constantemente.



Apesar de ter sido fabricado no calor da Austrália, o Fusca vermelho entregue a expedição de McMahon recebeu as mesmas modificações dos carros que eram destinados a países muito frios, com direito a medidor de pressão de óleo, proteção de alumínio na tomada de ar do motor para evitar a entrada de neve, protetores nos coletores de admissão e pneus de inverno com corrente nas rodas traseiras.

Depois de três meses navegando, o Fusca desembarcou na base de Mawson, onde recebeu a placa “Antarctica 1”. Mas não demorou para receber o apelido “Red Terror” (ou Terror Vermelho em português), tamanha a competência para encarar as intempéries do continente.



Com óleo de baixa viscosidade no motor e um pouco de querosene misturada da gasolina para ajudar na lubrificação, o motor do Red Terror pegava com facilidade em temperaturas de até -38°C. O motor traseiro em cima do eixo de tração ainda garantia a distribuição de peso ideal para encarar a neve e o gelo: era bem mais rápido que os veículos com esteira usados na base, que mal passavam dos 8km/h.
Mas nem tudo era perfeito. O vento intenso fazia com que as portas se dobrassem a ponto de bater nos para-lamas dianteiros e o frio não foi capaz de evitar a clássica trinca do “chapéu de Napoleão”, parte do chassi onde o eixo dianteiro é fixado.


Mesmo assim, o Red Terror era o veículo preferido dos 25 cientistas que trabalhavam na base australiana. Era usado tanto para levar passageiros ao aeroporto próximo da base como para ir a locais distantes para fazer medições do gelo. E foi assim que em três anos e meio o Fusca vermelho cereja percorreu respeitáveis 24.000 km.
 
Pode parecer pouco para quem dirige todos os dias, mas nenhuma viagem foi maior que 19 km (que levavam cerca de 50 minutos para serem percorridos). Além de mais rápido, era mais econômico que as outras alternativas disponíveis. 




Apesar da importância histórica, o Red Terror foi esquecido. Em vez de ter ido parar em um museu depois do rali, simplesmente desapareceu: o último registro dele que se tem notícia é de 1966.




FONTE: Guia 4 Rodas

Conheça o fantástico Fusca V8 de Paul Newman

POR 26.12.16

Não é segredo para ninguém a paixão do ator Paul Newman pelos automóveis e motocicletas. Não só protagonizava várias cenas de perseguição nos filmes, como também possuía uma coleção invejável de máquinas na sua garagem, além de ter sido piloto e dono de equipe na vida real.


Um dos mais interessantes sem sombra de dúvida foi esse simpático Fusquinha sleeper conversível. Aparentemente somente as rodas dão uma idéia de que ele é metido a esportivo. Bom, isso faz parte das 'más' intenções do construtor do bólido.

Newman comprou seu pequeno Fusca conversível vermelho em 1963, “standard”, e, tempos mais tarde, mandou transformar o pacato carrinho numa máquina de guerra para pistas. O carro foi levado para o legendário fabricante de carros de corrida Jerry Eisert. A ideia era fazer um “upgrade mecânico” no fusca. No lugar do prosaico motor 1.2 ou 1.3 refrigerado a ar e que rendia menos de 50cv, passou a contar com um motor V8 Ford capaz produzir 300hp.


E, claro, todo um extenso trabalho de reforço estrutural, radiador na dianteira, modificação de freios, suspensão e outros detalhes para torna-lo seguro.

A ideia de Newman era criar um besouro capaz de correr de igual para igual com os banheirões preparados na pista de Indianápolis, sem que para isso perdesse seu charme de berço. A partir de então ele foi batizado de Newman “VW Indy”.

Após a conclusão da reforma ele estampou as páginas da Hot Rod Magazine, mas o nome de Paul Newman foi omitido na matéria.

Anos mais tarde, o ator doou o Fusca à loja de automóveis Chaffey College, na Califórnia, costa oeste dos Estados Unidos. Lá, o carrinho recebeu mais adereços, como pintura da carroceria e itens cromados.













O conversível foi adquirido por Sam Contino, que empreendeu mais modificações ao veículo. Ele tinha o objetivo de mostrá-lo a Newman, mas o ator morreu antes da conclusão do projeto, vítima de um câncer no pulmão. O carro está á venda no website Oldbug.com, especializado em Fuscas antigos.


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